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A Nova Pirâmide Alimentar PDF Imprimir E-mail
Seg, 23 de Março de 2009 21:02

O Guia da Pirâmide Alimentar foi elaborado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e apresentado oficialmente em 1992, com a intenção de auxiliar a população em geral na obtenção de uma alimentação saudável, devido à elevada incidência de obesidade e doenças crônicas neste país.

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As recomendações logo se tornaram conhecidas: o consumo de gorduras, óleos e doces deveria ser esporádico; as carnes, ovos, feijões e nozes limitadas a 2 a 3 porções, assim como os laticínios; quantidades generosas de frutas e hortaliças; e de 6 a 11 porções de carboidratos complexos (pães, cereais, arroz e massas).

Na tentativa de simplificar as recomendações nutricionais, a pirâmide apresenta algumas falhas, pois se sabe que nem todas as gorduras são prejudiciais, assim como, nem todos os carboidratos fazem bem a saúde. Atualmente o USDA está reavaliando a pirâmide, devendo concluí-la no próximo ano.

Nesse ínterim, cientistas do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard construíram uma nova sugestão para a pirâmide alimentar que foi publicada na revista Scientific American Brasil.

Os autores dividiram a pirâmide em sete níveis, tendo como base os exercícios físicos e o controle de peso. No segundo nível estão os carboidratos integrais, como pães e arroz, juntamente com os óleos vegetais. Acima, estão as hortaliças e as frutas. Logo acima, as castanhas, amendoim e leguminosas, como feijão, ervilha e grão-de-bico. Em seguida, peixes, frango e ovos. No topo da pirâmide encontram-se os laticínios ou suplementos de cálcio, e por ultimo, arroz branco, pão branco, batata, macarrão e doces, juntamente com a carne vermelha e a manteiga. Vitaminas e até uma dose moderada de bebida alcoólica também estão incluídas, apesar das controvérsias.

A grande novidade, aprovada por todos os profissionais de saúde, sem contestação, é a base da pirâmide ser composta por exercícios físicos e o controle do peso, visto que, já está mais do que comprovado, os benefícios da atividade física e os malefícios do sedentarismo e obesidade.

A nova pirâmide diferencia as gorduras, restringindo apenas a gordura saturada, abundante na carne vermelha e lacticínios e incentiva o uso de óleos vegetais que são fontes de ômega 3 e tem um efeito favorável na redução dos triglicérides plasmáticos e no aumento dos níveis de HDL (colesterol bom), exercendo uma importante ação na prevenção de doenças cardiovasculares.

Quanto ao grupo das frutas e hortaliças não há alterações significativas no número de porções diárias com relação às recomendações da pirâmide alimentar anterior.

Os carboidratos também foram separados, sendo que os integrais permaneceram na base da pirâmide por serem ricos em fibras, as quais exercem um efeito benéfico sobre o sistema gastrintestinal e estão envolvidas na redução dos níveis de colesterol e melhor controle glicêmico.Já o carboidrato refinado (arroz branco, pão branco, batata...) foi para o topo da pirâmide, uma vez que estes alimentos, quando ingeridos, aumentam rapidamente os níveis de glicose sanguínea e estimula a liberação de insulina, hormônio que capta a glicose e a levando-a para os músculos e fígado. Níveis elevados de glicose e insulina podem ter efeitos negativos sobre a saúde cardiovascular, aumentando os triglicérides e diminuindo o HDL (colesterol bom), além de diminuir a glicose do sangue rapidamente, havendo a necessidade de comer novamente.

Provavelmente outras propostas virão a partir dessa nova sugestão de guia alimentar, uma vez que está não está adaptada ao hábito alimentar brasileiro e alguns itens, como a inclusão de vitaminas e bebidas alcoólicas são bastante controversos. Quanto à restrição dos carboidratos refinados é importante lembrar que dificilmente consumimos o carboidrato isoladamente (arroz ou pão puro) e desta forma sua absorção não é tão rápida, evitando a elevação da glicemia e níveis altos de insulina. Vale ressaltar que a incorporação de atividade física, controle de peso e a separação das gorduras foram muito bem recebidas.

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Fabio C. Rosa - Professor da MPR - Fonte Web

Última atualização ( Ter, 02 de Junho de 2009 21:11 )
 
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